
Dezembro! As empresas lutam desesperadamente para cumprir as metas do ano e planejar os próximos 12 meses. Em meio a esse cenário, o que se espera do líder?
Para começar, é imprescindível que ele tenha calma, serenidade, lucidez e direcionamento para que a avaliação dos resultados não seja prejudicada por expectativas altas demais para o futuro ou então pelo pessimismo a respeito de desafios e resultados não alcançados no passado.
Ao avaliar o ano, naturalmente encontraremos conquistas e insucessos. Eis que alguns líderes, então, optam por maximizar as vitórias com o objetivo de não desestimular a equipe para os próximos 12 meses, o que é um erro gravíssimo.
Um líder é melhor e mais digno de credibilidade se não superestimar sucessos nem subestimar insucessos. É preciso ser realista e coerente, uma vez que as pessoas têm de saber a real dimensão de seus erros, acertos e potencial para crescer, cenário que cabe ao líder fornecer. ?Nossas vitórias devem ser o alicerce e fonte de inspiração para as futuras conquistas. Os insucessos são pontos de partida para aprendermos com nossos erros e fonte de estímulo e desafios para o futuro?, comenta Carlos Hilsdorf, palestrante e autor do livro Atitudes Vencedoras.
Portanto, se a equipe fica abaixo dos resultados esperados, é preciso analisar com coerência a causa disso. Metas superestimadas? Mudanças imprevistas no cenário econômico? Estratégia equivocada? Falta de comprometimento da equipe? ?O líder tem de expor com transparência as causas que conduziram a equipe a um resultado menor que o esperado, assumindo suas responsabilidades e inspirando a todos para que assumam as suas. Deve apresentar soluções para que, no próximo ano, os problemas possam ser corrigidos e as metas serem não somente atingidas, mas superadas. É o momento de ganhar comprometimento para o novo período, de estabelecer um novo contrato moral com os liderados?, explica Hilsdorf.
?No entanto, diante de resultados positivos, o líder precisa agir para perpetuá-los, agradecendo pela conquista coletiva e dando os devidos créditos e reconhecimento a todos que fizeram a diferença e superaram seus próprios limites. Tem de comemorar celebrando as vitórias, mas apontar os pontos que são possíveis de serem melhorados e os aspectos que poderiam ter comprometido os resultados, para que sejam cuidados com mais atenção a partir de agora. Além disso, deve propor um pacto de excelência e alta performance para permitir que os resultados melhorem continuamente, afastando a possibilidade de se instalar uma zona de conforto, muito perigosa nos momentos de sucesso?, completa Hilsdorf.
?Os melhores líderes são exatamente iguais às melhores celebrações: autênticos! Esse é o momento do olho no olho, das palavras espontâneas, de falar com o coração, reconhecendo o valor de cada pessoa de sua equipe e recompensá-la, material e moralmente por sua contribuição. Essa é a hora de relembrar como enfrentamos os momentos mais difíceis e os superamos, de como aprendemos juntos quando erramos e do quanto cada um foi fundamental para chegarmos até aqui?, diz Carlos Hilsdorf.
De acordo com Carlos Hilsdorf, para planejar bem o próximo ano, o líder deve considerar:
- O histórico dos anos anteriores, revendo todos os indicadores.
- O saldo emocional do último ano e como está a moral da equipe.
- O cenário e as tendências previstos para o próximo ano, no melhor e pior dos casos.
- As metas propostas para o próximo ano, estabelecidas com critério.
- O tamanho do desafio e os maiores impedimentos a serem vencidos.
- A presença ou ausência de recursos e talentos necessários para vencê-lo
- A estratégia a ser aplicada e as táticas e ações que levarão a ela.
- O conjunto de planos B, pois não é bom ter um único plano alternativo.