A hiperinformação

Vivemos a era da hiperinformação, e por mais que queiramos, não conseguiremos acompanhar tudo o que de relevante se produz no mundo sobre nossas áreas de interesse.

A biblioteca de Alexandria, aparentemente fundada por Ptolomeu ou Ptolomeu II, seria em volume de informação, uma gota no oceano, se comparada à atual biblioteca virtual da internet. Consta que a biblioteca de Alexandria (que passou por sucessivas destruições parciais e pela mega destruição de fundamentalistas, em 646 da era cristã) continha os mais importantes trabalhos, em termos de sabedoria, produzidos no mundo até então.  Ela possuía cerca de 700 mil livros!

Bem se percebe que, mesmo àquela época, não daríamos conta de nos inteirar de tamanho arsenal de conhecimento.

A diferença está na relevância. Ao que consta, o acervo da biblioteca de Alexandria era composto de “obras de sabedoria”, ou seja, algo que valesse mais que os pergaminhos, e papiros onde estavam escritas. Hoje, infelizmente, encontramos muitos livros que não fazem jus às arvores que deram origem ao papel de que se valem para chegar até os leitores. Quantas árvores “assassinadas em vão”…

Hoje se produz por produzir, se escreve por escrever, e na era das mídias sociais se busca “qualquer coisa” para dividir…

A era da hiperinformação trouxe a democratização da informação, mas, também, a diluição do conteúdo relevante em um universo de bytes perdidos, digitados a esmo.

Agora, mais que nunca, precisamos escolher bem o que ler, ouvir e assistir.

Se não conseguimos acompanhar o que de relevante se produz sobre nossas áreas de interesse, ao menos devemos diminuir o prejuízo buscando perder menos tempo com “obras” perfeitamente descartáveis.

Valorize seu tempo. Toda uma vida é pouco para nos maravilharmos com o que produzem de melhor nossos companheiros de jornada na escola do mundo.